Os planetas e os astros!

Escrito por Jia Fei

Existe muitos tipos de astrologia nas diferentes culturas. Nós propomos que você conheça, aqui, a astrologia ocidental e a astrologia chinesa.

A astrologia ocidental: Nesta arte, distingue-se 10 planetas que podem influenciar nossos destinos e nossa personalidade – fora a Terra, que é um ponto de fixação para a análise do céu. Cada planeta tem um papel importante e preciso. Assim, a posição da Lua ou do Sol em nosso mapa astral não terá o mesmo significado, cada planeta ocupa uma função bem determinada. Dependendo do astro do qual somos nativos, os planetas terão um impacto diferente em nossa casa astral e em nossa vida cotidiana!

A astrologia ocidental não é rival da astrologia chinesa. Entre estes dois modos de astrologia, há uma complementariedade surpreendente, mas bem real.

Na astrologia chinesa, cento e oito corpos celestes são levados em conta. Planetas, estrelas, grupos de estrelas. Seu universo é dividido em doze partes pelos signos chineses e um sistema de casas astrológicas. Nós propomos a descoberta do significado dos 27 astros mais importantes em seu mapa astrológico, seguindo sua posição em casas. Boa leitura!



Os Planetas do Zodíaco
Na astrologia, são distinguidos dez planetas – incluindo três invisíveis, Urano, Netuno e Plutão – que impactam diretamente os 12 signos.


O céu ainda não acabou de nos reservar surpresas.

Além dos 7 planetas identificados pelos nossos ancestrais, foi preciso adicionar Urano, descoberto na noite de 13 de março de 1781 por W. Herschel, astrônomo. Os desenhos de Galileu mostram que ele observou Netuno em 28 de dezembro de 1612, mas seria preciso esperar até a metade do século XIX (mais de 200 anos !) para que sua existência fosse comprovada e para que sua órbita fosse calculada de forma precisa. Enfim, em 1930, é Percival Lowell que descobre, com seu telescópio, a existência de Plutão .

Essas novidades provocaram um imenso trabalho de interpretação da parte dos astrólogos da época. Tanto que Plutão ainda não está no repertório de alguns astrólogos da velha escola apesar de sua influência ser muito verificável nos mapas astrais, principalmente.

E, depois, outros pequenos planetas chegaram para aumentar a família:

Sedna foi descoberto no dia 14 de novembro de 2003, mas a informação só veio a público no dia 15 de março de 2004. Ele, provisoriamente, recebeu o nome de Sedna: a princesa Inuit do mar. Este planeta tem a aparência avermelhada, quase como Marte, mais vermelho e mais luminoso do que qualquer objeto do sistema solar e está situado a uma distância equivalente a três vezes a distância entre Plutão e o Sol! Sua órbita muito elíptica lhe rende um período orbital de 10.500 anos. Civilizações inteiras têm Sedna no mesmo signo, trata-se de uma influência muito coletiva. Talvez seja o planeta que rege o destino de toda a humanidade... Nem é preciso dizer que Sedna ainda não possui nenhuma interpretação...

Ceres é um pequeno planeta de 700 km de diâmetro, que gravita entre as órbitas de Marte e de Júpiter. Ele foi descoberto em 1801. Ainda pouco utilizado, ele já foi objeto de pesquisa, especialmente pelos norte-americanos.Por sua analogia simbólica com o signo de Virgem (substituindo Mercúrio, associado a Gêmeos), Ceres significaria inteligência matemática, analítica. Pode-se dizer que Mercúrio representa a inteligência do verbo, Ceres aquela dos números; Mercúrio é a inteligência que compreende e percebe, enquanto Ceres é aquela que analisa e disseca. Em um mapa, Ceres preside a gestão rigorosa do cotidiano: a saúde, a higiene, a alimentação.

Quíron é o nome dado a um pequeno planeta que gravita entre a órbita de Saturno e a órbita de Urano. É o único planeta do sistema solar a mudar de posição no alinhamento habitual. Ele cria um vínculo, é um intermediário, até entre as pessoas mais diferentes. Ele representa a sabedoria, a paciência e a faculdade de reduzir o sofrimento dos outros: diz-se que ele é o “grande curador” do zodíaco. É possível encontrar algumas analogias com o signo de Libra. Alguns astrólogos começam a colocá-lo em alguns mapas e a pesquisar sua eventual influência. Sua posição em um mapa significaria a presença de uma ferida psicológica, da qual a própria pessoa deverá se curar. Quíron permite a mudança, a regeneração.

Como astrólogo, o que pensar sobre esses novos planetas?

Muitos críticos afirmam que estas descobertas derrubam todo o sistema astrológico. Nada poderia ser mais falso do que isso. Não é verdade que nossos Ancestrais, que só tinham à disposição 7 planetas (não conheciam Urano, Netuno e Plutão), praticavam uma astrologia que admiramos até hoje? Esses Ancestrais praticavam a astrologia como uma verdadeira ciência (na Grécia antiga, só se podia estudar a astrologia no final dos outros estudos, depois da matemática, da filosofia, etc) e já tinham a noção de que não conheciam todos os astros celestes. Sua astrologia, cheia de bom senso, levava em conta as experiências conhecidas e reconhecidas. Faltavam-lhes informações, ainda nos falta e sempre faltará. Podemos concluir dizendo que trabalhamos com os dados que conhecemos e, se o céu não é totalmente legível, pode ser que nos faltem meios filosóficos para interpretar as novidades. Cada descoberta astronômica é uma aposta para os astrólogos do futuro, que podem integrar esses novos dados a suas pesquisas e suas experiências, tecendo uma astrologia cada vez mais precisa, cada vez mais coletiva, cada vez mais humanista.




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